10+ Última Divisão: as equipes que marcaram o ano de 2018

Reprodução/8bit football
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Ainda dá tempo! Atrasamos um pouco, mas não deixaríamos de fazer a nossa tradicional premiação para os destaques de 2018. Já são quatro anos de 10+, a votação que o UD abre com jornalistas para relembrar o que o último ano teve de melhor em três categorias: equipes, jogos e jogadores.

Vale a pena relembrar!

2014 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2015 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2016 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2017 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores

Deixando claro: quando falamos “o que o ano teve de melhor”, nos referimos às melhores histórias pelo nosso critério – ou seja, situações marcantes pelo improvável, seja porque um time pequeno e seus atletas surpreenderam, ou mesmo quando integrantes do mainstream futebolístico proporcionam um momento ímpar (seja por superação de alguém, por ser um grande vexame, etc.)

Neste ano, a premiação começa pelos times. Nos próximos dias, postaremos a lista das outras categorias.

Para começar, uma breve explicação de como o prêmio funciona:

REGULAMENTO

O regulamento, apenas para reforçar, é o mesmo dos anos anteriores. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 30 partidas, 30 jogadores e 30 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para os seletos eleitores, que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas totais pelo número de eleitores, fizemos a média para apontar os 10 mais marcantes em cada categoria.

Por fim, deixamos aqui nosso agradecimento aos 21 convidados que tiveram a paciência de votar na eleição de 2018. A atenção de vocês é uma grande recompensa ao nosso trabalho.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO
AS EQUIPES QUE MARCARAM O ANO DE 2018

 

9. Seleção Jamaicana Feminina: nota 3,7142

As Reggae Girlz pela primeira vez disputarão a Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2019. O palco será a França, mesmo país que recebeu a seleção masculina da Jamaica na Copa de 1998. A vaga das mulheres jamaicanas veio nos pênaltis, contra o Panamá, nas Eliminatórias da Concacaf, com apoio de Cedella Marley, filha de Bob Marley que ajudou o esporte feminino do país a levantar patrocínios.

 

9. Hamburgo (Alemanha): nota 3,7142

Até então único clube a disputar todas as edições da Bundesliga, o nível máximo do futebol alemão, o Hamburgo deu adeus ao recorde histórico em 2018. Em uma temporada para esquecer, o time foi eliminado já na primeira rodada da Copa da Alemanha e chegou a trocar de técnico duas vezes. Na rodada final, conseguiu vencer o jogo contra o Borussia Mönchengladbach, mas por conta da vitória do Wolfsburg, caiu direto para a segunda divisão. Parte da torcida se revoltou a jogou sinalizadores em campo, enquanto outra parte aplaudiu o esforço do time. E, como ato final, o cronômetro que marcava o tempo que o Hamburgo estava na primeira divisão acabou sendo zerado.

 

8. Atlético (AC): nota 3,7619

Nas últimas temporadas, o Atlético Acreano tem sido uma grata surpresa do futebol brasileiro. Mesmo com uma estrutura ainda precária, o time alviceleste surpreendeu ao conseguir sair da Série D em 2017. Em 2018, na estreia na Série C, o clube ficou entre os quatro primeiros colocados do grupo A, chegando até a liderar em algumas rodadas. Nas quartas, acabou pegando o Cuiabá e mostramos aqui as dificuldades que os jogadores passavam para se preparar (com destaque para a terapia em piscina de plástico). No primeiro jogo, na Arena Pantanal, os mandantes levaram a melhor, vencendo por 2 a 0. No jogo da volta, em Rio Branco, o Atlético chegou a estar perdendo por 2 a 0, mas conseguiu buscar o empate nos minutos finais. A sonhada vaga para a Série B não veio – porém, pelo que o time mostrou em campo, pode ser uma questão de tempo.

 

7. Seleção feminina da Nova Zelândia: nota 3,8095

A Nova Zelândia, primeiro país do mundo a permitir que as mulheres votassem, segue pioneira na conquista de direitos. As jogadoras da seleção feminina fizeram história em 2018: conseguiram equiparar seus salários aos dos atletas homens, após se manifestarem publicamente sobre o diferente tratamento.

 

6. Ceará: nota 3,9523

Campeão cearense em 2018, o Vovô começou muito mal a Série A do Brasileiro: em 9 rodadas, fez apenas 3 pontos (3 empates, nenhuma vitória). Foi quando chegou o treinador Lisca, o mesmo que fez o time escapar de um rebaixamento quase sacramentado para a Série C em 2015. Pois o filme se repetiu: o técnico “doido” fez o futebol da equipe crescer de uma forma inimaginável, com a sétima melhor campanha do segundo turno e permanência assegurada na primeira por mais um ano.

 

5. Rússia: nota 4

Antes da Copa, era quase certo que os donos da casa seriam meros coadjuvantes no Mundial de 2018. Mas após golear a Arábia Saudita por 5 a 0 na abertura, e bater o Egito de Salah por 3 a 1, os russos mostraram ser anfitriões impiedosos e avançaram pela primeira vez para a fase final. Nas oitavas de final, contra a favorita Espanha, a zebra anfitriã deu trabalho e conseguiu levar a partida para os pênaltis, que teve o goleiro Igor Akinfeev como grande herói. Nas quartas, contra a Croácia, quem brilhou foi o brasileiro Mario Fernandes, que marcou o gol do empate responsável por levar a decisão para os pênaltis nos minutos finais da prorrogação. Só que, dessa vez, foram os croatas que levaram a melhor.

 

4. CSA: nota 4,1904

Uma ascensão inédita no futebol brasileiro, da D para a A em quatro anos: 2015, sem divisão / 2016, vice da Série D / 2017, campeão da Série C / 2018, vice da Série B. Três acessos seguidos! Os anos terminados em 9 têm marcado a história do Azulão: em 99, perdeu a final da Conmebol para o Talleres, mas se tornou o primeiro time do Nordeste em uma final continental. Em 2009, o fundo do poço: caiu no estadual. Agora, em 2019, vai fazer a festa na primeirona (após incrível trabalho do treinador Marcelo Cabo, que já conseguiu acesso com o Atlético-GO recentemente).

 

3. Panamá: nota 4,3333

O Panamá entrou na Copa de 2018 de maneira épica, tirando a vaga dos EUA na última rodada das Eliminatórias. Por conta disso, estar na Rússia já era uma vitória. A maior prova foi durante a segunda rodada do Mundial. Enquanto perdia de 6 a 0 da Inglaterra, o zagueiro Baloy teve a honra de marcar o primeiro gol panamenho em Copas do Mundo, e tanto jogadores quanto torcida celebraram aquele momento como um título. Na última rodada, o Panamá chegou a estar vencendo a Tunísia, o que poderia ser seu primeiro ponto em mundiais, mas os africanos conseguiram a virada. Mesmo assim, na volta para casa, os jogadores foram recebidos como heróis.

 

2. Croácia: nota 4,4523

Desde a estreia em 1998, quando chegou à semifinal da Copa na França, a Croácia sempre caiu na fase de grupos. Em 2018, numa chave equilibrada, com Argentina, Nigéria e Islândia, avançou com facilidade, com direito a vencer o time de Messi por 3 a 0. Então, aos poucos, o time xadrez foi seguindo na competição: bateu a Dinamarca nos pênaltis, venceu a anfitriã Rússia também nos pênaltis e passou da Inglaterra na prorrogação. Chegou à final como grande zebra e tendo que enfrentar os franceses, que tiveram um dia a mais de descanso. Em uma final histórica, com direito a frangos, gol contra e uso inédito do VAR, a Croácia se despediu do torneio como vice, mas com o melhor jogador do torneio segundo a Fifa: Luka Modric.

 

1. Fortaleza: nota 4,5714

Poucos times conseguem um ano do centenário tão brilhante. Treinado por Rogério Ceni, o Fortaleza (que, vale lembrar, até 2017 passou oito temporadas seguidas na Série C), fez uma Série B irretocável, liderou de ponta a ponta e venceu seu primeiro título nacional da história. Em 2019, teremos Fortaleza x Ceará na Série A.

Quem votou

Allan Brito (Última Divisão), Allan Farina (Goal Brasil), Arthur Chrispin, Bruno Guedes (Agência Efe), Carlinhos Novack (Última Divisão e SPNet), Diego Freire (Última Divisão), Evandro Furoni (Freelancer), Fabio Chiorino (ESPN Brasil), Felipe Augusto Pereira Silva (Revista Série Z), Fernando Cesarotti (Jornalista e professor universitário), Igor Nishikiori (Última Divisão), João Almeida (Linha de Fundo), Julio Simões (Última Divisão), Leonardo Bonassoli (Futebol Metrópole), Lucas Mello (Veja/Placar), Luís Felipe dos Santos (GaúchaZH), Menon (UOL), Napoleão de Almeida (Bandsports e UOL Esporte), Rafael Luis Azevedo (Verminosos por Futebol), Rodrigo Gasparini (Rádio Cruzeiro FM), William Correia (Lance!)

Veja também: Os melhores jogos e melhores jogadores de 2018

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