10+ Última Divisão: as equipes que marcaram o ano de 2016

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O que pode definir um ano marcante para um time?

Um título pode ser marcante para um time. Uma rebaixamento inédito também. Campanhas históricas certamente marcam temporadas de clubes pelo mundo.

Tragédias também.

A exemplo do que fizemos em 2014 e 2015, nós, do Última Divisão, aproveitamos o fim do ano e acionamos nossa rede de colegas jornalistas para que cada um avaliasse quais equipes, de uma lista pré-concebida, foram mais marcantes no ano de 2016.

E teve a Chapecoense.

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Aqui no UD, a gente sempre gostou da Chape. Fomos a Chapecó ver jogos. Vimos jogos do time em São Paulo. Convidamos vocês ao bar para vermos partidas históricas do Verdão na Copa Sul-Americana.

E, assim como vocês, choramos no dia 29 de novembro de 2016.

Diante deste cenário, optamos por colocar a Chapecoense como hors concours na categoria “equipes” do 10+UD de 2016. O time está aqui na lista, sim, mas sem nota e à frente do primeiro colocado. Afinal, diante da comoção mundial causada pela tragédia nos arredores de Medellín, não seria justo questionar quão marcante foi a Chape no ano. O mundo todo é capaz de responder isso.

Prestado este esclarecimento, sigamos.

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Falamos aqui de times, mas pedimos também para que fossem avaliados também os jogos e os jogadores que marcaram 2016. Nos três casos, o objetivo foi, a exemplo do que rolou nos anos anteriores, listar de forma democrática o que de mais destacado aconteceu no futebol mundial ao longo do último ano. A nossa retrospectiva.

O regulamento, apenas para reforçar, é o mesmo dos anos anteriores. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 30 partidas, 30 jogadores e 30 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para os seletos eleitores, que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas por eleitores, fizemos a média para apontar os 10 mais marcantes em cada categoria.

Aqui, falamos dos times que marcaram a temporada. Como dito, nem sempre os títulos definem um ano histórico para um time – e você verá que poucos dos times marcaram o ano por serem campeões. Em 2016, a relação tem quatro times nacionais, quatro times estrangeiros e duas seleções.

Por fim, deixamos aqui nosso agradecimento aos 45 convidados que votaram. A atenção de vocês é uma grande recompensa ao nosso trabalho.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO
AS EQUIPES QUE MARCARAM O ANO DE 2016

9. Juventude (RS): nota 3,3333

O time de Caxias do Sul teve uma temporada como há muito não vivia. No Campeonato Gaúcho, eliminou o Grêmio nas semifinais e perdeu o título para o Inter. Na Série C do Campeonato Brasileiro, eliminou o Fortaleza nas quartas de final e conquistou o acesso à Série B, da qual está fora desde que foi rebaixado em 2009. Na Copa do Brasil, foi até as quartas de final, perdendo a vaga nas semifinais em confrontos decidido nos pênaltis com o Atlético-MG.

9. Pérolas Negras (HAI): nota 3,3333

Criada por uma ONG brasileira no Haiti em 2011, a equipe foi convidada para disputar a Copa São Paulo de futebol júnior em 2016. Foram três derrotas em três jogos, mas todas por placares magros. Sensação da Copinha, o time pretendia disputar a Série C do Campeonato Carioca, mas as despesas para ingressar na competição mudaram os planos; assim, em parceria com o Audax Rio, entraram na disputa da Série B do Campeonato Carioca sub-20. Em 2017, voltou à Copa São Paulo.

8. Portuguesa (SP): nota 3,4285

O fundo do poço rubro-verde parece ainda não ter chegado. Na Série A-2 do Campeonato Paulista, a Lusa só escapou da degola para a Série A-3 por dois pontos. No Campeonato Brasileiro, a Lusa não conseguiu se recuperar na terceira divisão. Pior ainda: em 2016, foi rebaixada para a Série D, de onde tenta ressurgir em 2017. Pensa que acabou? No fim do ano, o clube tentava evitar que parte das dependências de sua sede fossem a leilão – e, ainda assim, colocou-se à disposição para ajudar a Chapecoense.

7. Seleção brasileira paralímpica masculina de futebol de 5: nota 3,5000

Pela quarta edição consecutiva de Jogos Paralímpicos (2004, 2008, 2012 e 2016), a seleção brasileira de futebol de cinco conquistou de maneira invicta a medalha de ouro. Ao longo deste período, foram 22 jogos, com 17 vitórias e cinco empates. Na Rio-2016, a equipe venceu Marrocos (3 a 1) e Turquia (2 a 0) na primeira fase, quando só parou no Irã (0 a 0). Nas semifinais, começou atrás da China, mas venceu de virada (2 a 1) com uma apresentação de gala de Jeffinho. Na decisão, novamente o Irã – que, desta vez, foi vencido por 1 a 0.

6. Osasco Audax (SP): nota 3,5714

Clubes como Grêmio Novorizontino, Ferroviária e São Bento pareciam candidatos ao posto de surpresa do Campeonato Paulista. No entanto, quem brilhou mesmo foi o time comandado por Fernando Diniz. Líder de seu grupo na primeira fase, a equipe osasquense eliminou São Paulo e Corinthians na segunda fase do torneio. Nas finais, fez jogo duro, mas acabou superada pelo Santos.

5. Independiente del Valle (EQU): nota 3,6904

Ninguém esperava muito da equipe equatoriana na Libertadores. Mas veio a fase de grupos e o time se classificou para as oitavas de final, ao lado do Atlético-MG – pior para o Colo Colo, eliminado. Nas oitavas, surpreendeu e despachou o River Plate. Nas quartas, passou pelo Pumas. Nas semis, pegou o Boca Juniors. Acabou? Não: vitórias nas duas partidas e a vaga nas finais – onde, enfim, foi parado pelo Atlético Nacional. Nada mal para o time com “nome de suco”, que dez anos antes estava ainda na terceira divisão equatoriana.

4. Internacional (RS): nota 4,2857

Acostumar a disputar todos os títulos possíveis nos últimos anos, o Inter deu vexame no Campeonato Brasileiro. Com uma campanha incompreensível, entrou na briga contra o rebaixamento, e ainda deu vexame nos bastidores – diante da tragédia da Chapecoense na Colômbia, cogitou cancelar a última rodada do Brasileirão, o que levaria ao cancelamento dos rebaixamentos no torneio. No fim, entrou em campo, empatou com o Fluminense e acabou rebaixado à Série B pela primeira vez em sua história.

3. Seleção masculina da Islândia: nota 4,4523

Os islandeses jamais haviam participado de uma grande competição masculina de futebol. Na Copa do Mundo de 2014, bateram na trave – na repescagem europeia, perderam a vaga para a Croácia. A chance, porém, veio na Eurocopa de 2016, e a equipe não decepcionou: passou pela fase de grupos, eliminou a Inglaterra nas oitavas de final e só parou nas quartas, atropelada pela França. Mesmo assim, marcou torcidas de todo mundo com a saudação viking realizada por jogadores e torcedores após os jogos.

2. Leicester (ING): nota 4,7619

Antes do início do Campeonato Inglês, as casas de apostas pagavam 5000 para 1 em um título do Leicester. No fim de 2015, o time liderava a competição, mas ninguém sabia se a zebra teria fôlego para se manter à frente de equipes como Tottenham, Arsenal e Manchester City no primeiro semestre de 2016. Mas veio o segundo turmo da Premier League, e a improvável equipe comandada por Claudio Ranieri chegou ao título, para a alegria de torcidas do mundo todo.

1. Atlético Nacional (COL): nota 4,8809

Há poucas dúvidas de que o time colombiano foi a maior potência do futebol sul-americano em 2016. Ao longo do ano, conquistou a Copa Libertadores da América, a Copa Colômbia e a Superliga Colombiana (disputada entre os vencedores do Apertura e do Finalización do Campeonato Colombiano). Foi finalista da Copa Sul-Americana, no qual enfrentaria a Chapecoense. A final não aconteceu, diante do trágico acidente que acometeu o time catarinense; os verdolagas, porém, responderam com homenagens de grandes proporções ao time que seria seu rival, emocionando todo o continente. No Mundial de Clubes, apesar de toda a torcida, foi eliminado pelo Kashima Antlers nas semifinais.

Hors concours: Chapecoense (SC)

Ao longo dos últimos anos, a Chapecoense se destacou em campo pelos impressionantes resultados em campo. Foram títulos estaduais, acessos nacionais e novos degraus continentais. Fora de campo, uma cidade apaixonada se encarregou desde sempre de empurrar o time no estádio e de dirigi-lo profissionalmente nos bastidores. No final de novembro, antes das finais da Copa Sul-Americana, um acidente aéreo levou de nós 19 jogadores, além do técnico Caio Júnior, de funcionários e de dirigentes do clube. A ferida foi profunda no futebol brasileiro, mas demonstrou o tamanho do respeito da Chape, que ganhou o mundo.

QUEM VOTOU

Adalberto Leister Filho (Máquina do Esporte), Allan Brito (Goal.com Brasil/UOL/Última Divisão), Allan Farina (Goal.com Brasil), Ana Cláudia Cichon (Jovem Pan), André Donke Tenreiro (ESPN Brasil), Arthur Chrispin (escritor e cronista), Bruno Guedes (EFE), Diego Freire (Última Divisão), Diorgnes Saldanha (Prefeitura de Blumenau/Última Divisão), Dominique Cavaleiro (TV Tapajós/GloboEsporte.com), Evandro Furoni (freelancer), Fabio Chiorino (ESPN Brasil), Fabio Marcondes (Rádio Esporte na Rede), Felipe Lobo (Trivela), Fernando Cesarotti (ESPN FC), Fernando Duarte (BBC), Francisco de Laurentiis (ESPN Brasil), Gabriel Ribeiro (UOL), Guilherme Moreira (Lance!), Hugo Vecchiato (Rádio Bandeirantes), Igor Nishikiori (Última Divisão), João Paulo di Medeiros (O Popular), José Edgar de Matos (UOL), Julio Cesar Cardoso (FutDados.com), Julio Simões (Última Divisão), Leandro Santiago (TV Anhanguera Tocantins), Leonardo Bonassoli (Futebol Metrópole), Lucas Mello (Placar), Luís Augusto Símon (Blog do Menon/UOL), Luís Felipe dos Santos (Puntero Izquierdo), Luiz Castro (Veja.com), Luiz Teixeira (Rádio BandNews FM), Matheus Schenk (Non Sense Football/UOL), Michel Castellar (Jornal Extra), Napoleão de Almeida (BandSports/UOL), Olga Bagatini (Lance!), Rafael Alves (Planeta Futebol Feminino), Rafael Luis Azevedo (Verminosos por Futebol), Rodrigo Gasparini (Jornal Cruzeiro do Sul/Trivela), Sérgio Oliveira (AllTV), William Correia (freelancer) e Yuri Casari (Do Rico ao Pobre).

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