10+ Última Divisão: as equipes que marcaram o ano de 2014

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Depois de eleger os jogadores que mais se destacaram em 2014, a série 10 + Última Divisão lista agora as equipes mais marcantes do futebol no ano, entre clubes e seleções nacionais que fizeram história dentro e fora de campo nos últimos 12 meses.

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Para tal, o Última Divisão decidiu conversar com diversos amigos e listar o que houve de mais marcante em três categorias: jogos, jogadores e times. Assim, criamos o 10+ Última Divisão.

Vale lembrar aqui o regulamento. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 25 partidas, 25 jogadores e 25 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para eleitores que toparam entrar na brincadeira, e que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas por eleitores, tiramos uma média para cada “candidato”, apontando os 10 mais marcantes de cada categoria.

No caso dos times de destaque, o resultado final não deixou dúvidas de que o páreo foi duro. Os dez melhores colocados tiveram nota média superior a 3, com um empate entre dois clubes na nona posição.

Seguem abaixo os vencedores da categoria Equipes Mais Marcantes de 2014, com um breve histórico dos feitos no ano.

Por fim, deixamos mais uma vez o nosso agradecimento ao júri de jornalistas que votou nesta edição do Top 10, cujos nomes e veículos de imprensa podem ser conferidos no fim do post.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO: AS EQUIPES QUE MARCARAM O ANO DE 2014

9. Brasil de Pelotas – nota 3,142857143

A lista começa com um empate na nona posição. Cinco anos depois do trágico acidente de ônibus que marcará a sua história para sempre, o Brasil de Pelotas ressurgiu. De volta à elite gaúcha, o Xavante alcançou as semifinais e colocou dois jogadores na seleção do campeonato. Mas a maior alegria viria no segundo semestre: o clube, que em décadas passadas já foi terceiro colocado da Série A do Brasileiro, começou a resgatar também seu prestígio nacional com o vice-campeonato da Série D. Infelizmente, a campanha também ficou marcada por uma briga generalizada na semifinal contra o Londrina.

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9. Chapecoense – nota 3,142857143

Dividindo a nona posição, outra equipe sulista que tem um índio como mascote (aliás, o ano foi tão bom que até o indiozinho virou notícia internacional). Pelo primeiro semestre que teve, a Chapecoense mereceu desconfiança: apenas um quinto lugar no Campeonato Catarinense, eliminação na segunda fase da Copa do Brasil e duas vitórias nas nove primeiras rodadas da Série A. Foi depois da Copa do Mundo que o Verdão da Oeste fez história. Começou calando o Morumbi, lotado na expectativa da reestreia de Kaká, que ficou sem ver o ídolo jogar e ainda assistiu a uma derrota do São Paulo por 1 a 0. Outros dois gigantes também seriam surpreendidos pelos catarinenses, de forma muito mais vexatória. As goleadas contra Inter (5 x 0) e Fluminense (4 x 1) deram a moral necessária para o time escapar da degola por antecipação e garantir lugar na elite nacional em 2015. Deu até para homenagear o lendário goleiro Nivaldo na última rodada.

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8. Ludogorets – nota 3,204081633

Se a seleção búlgara já experimentou alguns grandes momentos, o mesmo não se pode dizer do futebol de clubes do país. Até esta temporada, a única equipe local a disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões havia sido o Levski Sofia, que não somou nenhum ponto na edição 2006/07. Em 2014 foi diferente. Com apenas 13 anos de idade, o Ludogorets Razgrads já havia marcado seu nome na história pela maneira heroica como eliminou o Steaua Bucareste, da Romênia, no playoff decisivo para a elite europeia. Mas o time foi além. Mesmo sem poder mandar jogos em seu acanhado estádio, com capacidade para apenas 6.500 torcedores, as “águias” (que também neste ano ganharam de presente uma águia de verdade) foram gigantes jogando na Bulgária: venderam caro uma derrota para o Real Madrid, venceram o Basel, da Suíça, e empataram com o Liverpool.

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7. Londrina – nota 3,326530612

A grande história dos campeonatos estaduais de 2014 foi a final do Paranaense, que marcou a volta da grandiosidade do Clássico do Café, tradicional confronto entre Londrina e Maringá (embora o Maringá FC de hoje não possa ser confundido com o antigo Grêmio Maringá e muito menos com o extinto Galo Maringá, entendeu?). Assim como em 1992 e 1981, seus últimos dois títulos paranaenses também conquistados em finais “caipiras”, o Tubarão londrinense levou a melhor e pintou o estado de azul e branco. Para fechar com chave de ouro um ano incrível (no qual avançou à terceira fase da Copa do Brasil e fez frente ao Santos de Robinho), o time do Norte do Paraná ainda conseguiu o acesso na Série D do Brasileiro.

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6. Joinville – nota 3,448979592

Habitué na Série A desde a criação dos pontos corridos, o futebol catarinense viu Avaí, Chapecoense, Criciúma e Figueirense se alternarem na elite nacional nos últimos dez anos. Apenas um grande do estado ainda não havia sentido esse gostinho nos anos recentes, mas em 2014 a espera acabou. Maior clube de Santa Catarina na década de 80, o Joinville vivia vacas magras desde então, em um período que teve até disputa de repescagem para não ser rebaixado no estadual. A partir de 2010 a história começou a mudar: depois de conquistar um acesso na Série D, no ano seguinte foi campeão da C e por duas vezes “bateu na trave” para subir à primeira divisão. A evolução se consolidou neste ano, quando o Coelho ficou com o título da Série B, mesmo tendo a companhia do Vasco da Gama no torneio. Para o ano ser perfeito só ficou mesmo faltando sair da fila no Campeonato Catarinense, que já dura 13 anos (foi por pouco).

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5. Palestina – nota 3,693877551

2014 terminou com uma grande notícia para o povo palestino, que teve seu país reconhecido pelo Parlamento da União Europeia. A independência, ainda longe de ser plenamente conquistada geopoliticamente, já foi concedida há muito tempo pela FIFA, que desde 1998 permite a presença da seleção palestina em torneios oficiais. Mas a equipe nunca teve ambições muito maiores do que simplesmente existir. Imagine um time impossibilitado de jogar em seu território durante quase toda a sua história, o que seria possível almejar? Essa era a realidade até maio deste ano, quando os palestinos tiveram o seu grande momento futebolístico vencendo de forma invicta a AFC Challenge Cup, com quatro vitórias e um empate em cinco jogos. Graças ao título, garantiu vaga na Copa da Ásia de 2015, quando enfrentará Iraque, Japão e Jordânia na primeira fase.

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4. Ituano – nota 3,714285714

Última rodada do Paulista de 2013. Após vencer o Palmeiras por 2 a 1, o Ituano escapava do rebaixamento e o alívio era evidente nas entrevistas do seu presidente, Juninho Paulista, e treinador, Doriva. Um ano depois a mesma dupla terminava o campeonato de forma muito diferente, explicando para os jornalistas como a equipe de Itu fez história e recebendo homenagens até na Inglaterra. Na trajetória para conquistar o seu segundo estadual (primeiro com a presença dos grandes), o Galo venceu partidas contra São Paulo, Palmeiras e Santos – e não enfrentou o Corinthians, mas fez campanha melhor e eliminou os alvinegros na primeira fase. Na ressaca do título, porém, o time se desmanchou no segundo semestre e parou nas oitavas da Série D, sem conseguir o acesso.

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3. Atlético de Madrid – nota 4,346938776

Os títulos da Liga Europa em 2009/10 e 2011/12 já davam mostras de que o Atlético de Madrid vivia dias melhores após sua passagem pela segunda divisão. No entanto, mesmo em nítida evolução, não era possível imaginar os Colchoneros fazendo frente a Barcelona, Real Madrid e outros gigantes europeus, ainda mais perdendo o ídolo Falcao Garcia. Pois o atacante colombiano foi substituído pelo brasileiro Diego Costa e, contrariando qualquer expectativa, o Atlético de Madrid conquistou o Campeonato Espanhol pela primeira vez desde a temporada 1995/96. Com um futebol marcado pela entrega em campo, os comandados de Diego Simeone também venceram a Supercopa da Espanha e chegaram perto de conquistar a Liga dos Campeões, perdida na prorrogação para o rival Real Madrid.

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2. Costa Rica – nota 4,469387755

Tão logo foram sorteados os grupos da Copa do Mundo, já começaram as brincadeiras de internet. Uma das maiores vítimas de piadas era a Costa Rica, a modesta seleção da América Central que seria o natural saco de pancadas do “Grupo da Morte”, contra Uruguai, Itália e Inglaterra. A realidade, porém, foi completamente outra. Com um excelente entrosamento e melhor preparo físico, os Ticos estrearam com vitória de virada contra o Uruguai. No segundo jogo, venceram os italianos e se classificaram de forma antecipada, precisando apenas de um empate com os ingleses na última rodada para confirmar a liderança da chave. No mata-mata, superaram a Grécia e só pararam nos pênaltis diante da Holanda. Os “memes” mudaram de lado e os costarriquenhos se despediram do Brasil com uma das campanhas mais surpreendentes da história dos Mundiais.

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1. Alemanha – nota 4,836734694

Qualquer lista de times do ano terá a seleção alemã no topo. Tetracampeã mundial, elenco fortíssimo e a incrível vitória por 7 a 1 contra o Brasil, uma humilhação sem precedentes. Mas essa  incrível geração germânica fez muito mais do que brilhar dentro de campo – e isso explica por que também merecem toda a reverência em um site como o UD. Superando qualquer estereótipo negativo, os alemães se mostraram integrados com o Brasil, carismáticos divertidos. Entre inúmeras cenas cativantes, cantaram o hino do Bahia e entraram na torcida pela seleção brasileira, antes de nos massacrarem em campo (para depois nos exaltarem novamente). Vão deixar saudades no país não apenas pelo futebol, mas também pela simpatia.

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Menção honrosa – Auckland City

Não houve tempo hábil para incluirmos o Auckland City na votação. Ainda assim, fica uma menção honrosa ao time semi-amador da Oceania que fez a alegria dos amantes do futebol alternativo nos últimos dias de 2014, conquistando a terceira colocação do Mundial de Clubes. Para quem quiser relembrar essa incrível história, já contamos tudo aqui.

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E aí? Faltou alguém na lista?

Votaram:

Adalberto Leister (Máquina do Esporte), Allan Brito (Terra/Última Divisão), Allan Farina (Terra), Ana Cláudia Cichon (Jovem Pan), Arthur Chrispin (Trivela/C&OD), Camila Srougi (Terra/SBT), Celso Unzelte (ESPN/TV Cultura), Cirilo Júnior (Rede Globo RJ), Cristiano Silva (Rádio Guaíba/Terra), Daniel Batista (O Estado de S. Paulo), Dassler Marques (UOL), Diego Freire (Grupo Image/Última Divisão), Diego Ribeiro (GloboEsporte.com), Emanuel Colombari (UOL/Última Divisão), Evandro Furoni (Jovem Pan), Fábio Chiorino (ESPN/Esporte Fino), Felipe Portes (Portal Vox/TFCorp), Fernando Duarte (The Guardian/UOL), Gabriel Andrezo (FutRio), Gabriel Francisco Ribeiro (Terra), Guilherme Moreira (PGTM Comunicação/Terra), Igor Nishikiori (R7/Última Divisão), João Gabriel Rodrigues (ex-GloboEsporte.com), João Henrique Marques (UOL), João Paulo di Medeiros (Diário da Manhã/Terra), João Pedro Jorge (Playboy), João Vítor (Grupo Image/Última Divisão), José Edgar de Matos (Copa América 2015/TotalRace), Júlio Simões (ANER/Última Divisão), Leandro Iamin (ESPN FC/Blog do Birner), Leandro Santiago (Rede Globo TO), Leandro Stein (Trivela), Leonardo Bonassoli (Futebol Metrópole), Lucas Mello (Placar), Luís André Rosa (Agora SP/XYZ), Luís Augusto Símon (UOL), Luís Felipe dos Santos (Terra/Impedimento), Marcelo Braga (GloboEsporte.com), Marcus Vinícius Pinto (Terra), Marta Teixeira (Diário de São Paulo), Napoleão de Almeida (Terra/Sports+), Rafael Luís Azevedo (Tribuna do Ceará/Verminosos por Futebol), Renan Prates (Torcedores.com), Rodrigo Gasparini (Cruzeiro do Sul/Trivela), Sérgio Oliveira (FATV), Thiago Azevedo (Última Divisão), Tiago Leme (ESPN), Ubiratan Leal (Trivela/Extra Time) e William Correia (Gazeta Esportiva)

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