10 fatos inusitados da carreira do craque Rivaldo

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Não foi apenas o craque do Palmeiras, do Barcelona ou da Seleção Brasileira que se aposentou no último final de semana. Rivaldo foi também um grande craque de times e momentos inusitados. A alcunha de “craque do futebol alternativo” caberia perfeitamente no habilidoso meia, que viveu os dois extremos do esporte: a alta popularidade e a ausência de qualquer glamour.

A concorrência para Rivaldo é grande. Existem vários craques de prestígio que já tiveram momentos alternativos na carreira, normalmente jogando em times pequenos – até já detalhamos essas passagens em outra lista recentemente. Rivaldo, porém, merece um tópico à parte. Ou melhor: 10 tópicos para explicar por que ele é um craque tão alternativo.

1. De Paulista-PE ao interior paulista

Tinha um olheiro de Mogi Mirim observando jogos do Santa Cruz?
Tinha um olheiro de Mogi Mirim observando jogos do Santa Cruz?

Rivaldo foi descoberto de maneira curiosa: o meia nascido em Paulista, na periferia de Recife, foi um dos destaques da Copa São Paulo de Juniores de 1992 atuando pelo Santa Cruz-PE. Com o final do torneio (o Santa caiu nas quartas), Rivaldo voltou e foi incorporado aos profissionais, mas passou a ser muito cobrado pela torcida (alguns até o julgavam de “cai-cai”). 

O presidente na época, Raimundo Moura, acabou então aceitando uma boa oferta do Mogi Mirim-SP, que propunha a troca de jogadores e mais uma quantia em dinheiro (US$ 54 mil). Acertou-se, assim, que Paulo Silva, Malhado e Pessanha iam para Recife em troca de Leto, Valber e Rivaldo.

Os dirigentes pernambucanos só não imaginavam que aquele trio viria a formar o inesquecível “Carrossel Caipira” de Osvaldo Alvarez, o Vadão, naquele mesmo ano de 1992. Coisas do futebol.

2. O coadjuvante de luxo

É impossível listar dez grandes times formados no interior paulista sem citar o “Carrossel Caipira”. Era o cúmulo da surpresa ver um time tão modesto simular a Holanda da década de 70 e conseguir sucesso. Rivaldo estava lá como coadjuvante, ao lado de Leto e do grande destaque Válber.

Para os mais jovens, vale explicar: o “Carrossel Caipira” foi uma ousadia tática do então desconhecido Osvaldo Alvarez, o Vadão, que reuniu jovens promessas em um 3-5-2 sem grandes amarras. O estilo giratório do time do interior de São Paulo resultou em um sétimo lugar no Campeonato Paulista, com direito a algumas vitórias sobre os grandes da capital.

3. Supercampeão até no desenho

Rivaul aparece depois que é contada a história de Tsubasa no Brasil
Rivaul aparece depois que é contada a história de Tsubasa no Brasil

Quando estava no auge, Rivaldo foi homenageado de uma forma especial, como qualquer criança gostaria na década de 90: ele virou personagem do desenho animado “Super Campeões”, aquele do Oliver Tsubasa, lembra? Ele entrou em uma das últimas histórias produzidas, como o jogador Rivaul, do Barcelona.

4. Um Deus grego do futebol?

A passagem de Rivaldo pelo futebol grego foi curiosa, mas só  funcionou perfeitamente no Olympiakos, onde ele foi campeão e continuou em destaque. Quando se mudou para o AEK, teve uma temporada apagada e assim começou o declínio da sua carreira.

Quando Rivaldo ainda podia jogar muita bola em grandes centros, ficou dois anos no Uzbequistão
Quando Rivaldo ainda podia jogar muita bola em grandes centros, ficou dois anos no Uzbequistão

5. Uzbeq… onde?

A tour pelo mundo começou no futebol asiático. Mas em vez de Japão, Coreia do Sul ou China, Rivaldo foi para o futebol do Uzbequistão. Ganhou muito dinheiro com isso (só a transferência custou 10 milhões de euros), ficou dois anos por lá, jogou sob o comando de Felipão e conquistou títulos pelo Bunyodkor.

6. Haja oração, amigo!

Depois da Ásia, faltava conhecer o futebol africano. Mais uma vez o time de destino estava em um país de pouca tradição no futebol: Angola. Jogando como centroavante, Rivaldo começou bem pelo Kabuscorp, mas ficou sem título, teve a casa assaltada, sofreu com lesões e foi parar no banco de reservas. Ainda assim, Rivaldo definiu essa fase como um “marco na vida”. Só se for porque ele abriu uma igreja no país…

7. Azulão de vergonha

Não fazia o menor sentido a ida de Rivaldo para o São Caetano aos 40 anos. Sem identificação no clube e com problema grave no joelho, ele pouco jogou no rebaixamento do time para a Série C do Campeonato Brasileiro. A contratação só serviu para reforçar o lado alternativo da carreira de Rivaldo e engrossar a lista dos craques que já jogaram pelo Azulão.

8. Rivaldo anuncia contratação de Rivaldo

Tente não rir. Desista
Tente não rir. Desista

Se houvesse um Prêmio Esso de montagens (ainda não há?), essa ao lado venceria na categoria esportiva com certeza. Uma pessoa ser presidente e jogador de um clube ao mesmo tempo é algo que dificilmente teremos a chance de ver (e rir) novamente.

9. Rivaldo & Rivaldinho

É um pouco mais comum, mas ainda assim chama muita atenção ver pai e filho juntos em campo – já aconteceu na Islândia, lembra?. Pois Rivaldo teve a chance de realizar esse sonho no empate por 1 a 1 com o XV de Piracicaba, pelo Campeonato Paulista deste ano. Teve até troca de passes entre eles. E o garoto Rivaldinho, de apenas 18 anos, é promissor.

10. Outras utilidades para o Instagram

Os últimos atos curiosos de Rivaldo aconteceram no Instagram, mas não foram exatamente com fotos. Ele usou o aplicativo para divulgar más notícias. Primeiro demitiu o técnico Aílton Silva dessa forma pouco convencional. Depois surpreendeu a todos por se aposentar com uma mensagem na rede social, antes do final do Campeonato Paulista.

Rivaldo aguentou o quanto podia para fazer um jogo ao lado do seu filho
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