10 curiosidades sobre a J. League 2016

Sanfrecce Hiroshima, os atuais campeões
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Saudades de assistir a futebol de madrugada? Pois é, amigo, após um longo inverno, o Campeonato Japonês volta à ativa neste sábado (27) com o início da J. League 2016. Então, para dar o pontapé-inicial, o Última Divisão selecionou 10 curiosidades sobre a temporada que se inicia. Vamos lá:

1. Em busca do bi

Após dar trabalho para o River Plate e levar a medalha de bronze no Mundial de Clubes de 2015, o atual campeão Sanfrecce Hiroshima agora tenta repetir o feito da dobradinha 2012-2013 e chegar ao bicampeonato da J. League. Para isso, o Sanfre tem como trunfo Hajime Moriyasu, o técnico que desde 2012 tem levado o time de volta aos tempos gloriosos de outrora. E em tempos em que se reclama da intensa troca de clubes dos jogadores, a equipe de Hiroshima tem três veteranos que jamais vestiram outra camisa: o capitão Toshihiro Aoyama e os irmãos gêmeos Kazuyuki e Kōji Morisaki.

2. Atrás do líder

Gamba Osaka é considerado uma das melhores equipes do Japão da atualidade, só sendo superados pelo Sanfrecce Hiroshima. Para virar o jogo, o time conta com o veterano da seleção Yasuhito Endo, a jovem promessa Takashi Usami (que passou pelo 1899 Hoffenheim) e o brasileiro Patric. O principal reforço da temporada é o atacante Ademilson, ex-São Paulo, que estava no Yokohama F. Marinos.

Gamba Osaka perdeu para o Sanfrecce Hiroshima durante a Super Copa Japonesa
Gamba Osaka perdeu para o Sanfrecce Hiroshima durante a Super Copa Japonesa

3. De volta às origens… gaúchas?

Antigo escudo do time
Antigo escudo do time

Em 2016, o Kawasaki Frontale dá início aos seus 20 anos de história com um toque brasileiro. Para entender essa história, melhor voltarmos para março de 1997, quando o clube iniciou uma parceira com o Grêmio (RS). Nos primeiros anos, não só a equipe de Kawasaki tinha o mesmo uniforme do tricolor gaúcho como o emblema era praticamente o mesmo. Em troca, alguns jogadores gremistas chegaram a ser emprestados ao time japonês, como o zagueiro Scheidt e o meia Tinga. Até que no ano de 2000, o Frontale acabou trocando o emblema e a camisa.

Então, neste ano, a equipe de Kawasaki usará uma camisa inspirada em seus primeiros anos no profissionalismo, o que não deixa de ser uma homenagem ao clube-irmão.

Novo manto inspirado no primeiro uniforme do Frontale
Novo manto do Frontale

4. O gol mais feito do ano

Os santistas devem estar até hoje lamentando o gol perdido por Nilson no último minuto do primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 2015. Era no mínimo um 9,5 na escala Deivid! Pois o atacante está de casa nova: será o reforço do Ventforet Kofu para a temporada 2016, emprestado pelo Cianorte. Nilson deverá fazer dupla com o também brasileiro Cristiano, que atuou pela Chapecoense, pelo Juventude e pelo Red Bull Salzburg, e que estava emprestado ao Kashiwa Reysol.

5. Naming rights de respeito

O grande objetivo do Avispa Fukuoka em 2016 será se manter na 1ª Divisão por mais de uma temporada consecutiva, coisa que não acontece desde 2001. Mas a grande curiosidade deste time é que seu estádio leva o nome da produtora de games Level-5, a mesma que criou a série de futebol Inazuma Eleven.

6. Nomes famosos

Apesar de pouco conhecido do público brasileiro, o Shonan Bellmare é o clubes com os jogadores mais famosos por aqui, como André Bahia (ex-Flamengo e ex-Botafogo), Thiago Quirino (ex-Atlético-MG) e Paulinho (que teve uma passagem discreta pelo Grêmio e pelo Vasco).

7. Mais famosos ainda

Em compensação, a J. League 2, a segunda divisão japonesa, tem vários rostos conhecidos. Aos 48 anos, Kazu (aquele mesmo!) defenderá o Yokohama F.C. Já Andrei Girotto será companheiro de Daniel Lovinho no Kyoto Sanga. E ninguém menos que Obina defenderá o Matsumoto Yamaga pelo segundo ano seguido.

A lenda Kazu
A lenda Kazu

8. “Senseis” brasileiros

Como já é quase tradição, a J. League contará com técnicos do Brasil no comando das equipes. Nelsinho Baptista faz sua segunda temporada pelo Vissel Kobe, após uma trajetória vitoriosa pelo Kashiwa Reysol. E quem assumirá o time em 2016 é justamente Milton Mendes, ex-Atlético-PR, que faz sua estreia no futebol japonês.

9. O mais europeu do Japão

O Nagoya Grampus já teve numa mesma época o iugoslavo Dragan Stojković, o inglês Gary Lineker e o técnico francês Arsene Wenger. E, para 2016, o time da Toyota mantém a influência europeia com dois suecos: o defensor Ludvig Öhman e o atacante Robin Simović.

10. Formato novo (e um pouco confuso)

Desde 2015, a J. League 1 adota uma fórmula diferente da maioria dos campeonatos nacionais. A primeira parte é disputada em dois turnos, e na fase final é feito um mata-mata. Na disputa são escolhidos os campeões de cada turno mais dois times que estiverem no top 3 ao término do campeonato. Só que se o time melhor colocado da tabela já tiver sido campeão de algum turno, ele automaticamente vai para a final. Desse modo, a semifinal acaba sendo entre o campeão do outro turno contra o segundo ou terceiro da tabela.

Por exemplo, em 2015 o Urawa Reds e o Sanfrecce Hiroshima foram os campeões de cada turno. Mas como o Sanfrecce ficou em 1º na classificação geral, ele foi direto para a final. Urawa e Gamba Osaka (que terminou em 3º) fizeram o único jogo da semifinal. O time de Osaka levou a melhor, mas perdeu para o Sanfre na finalíssima.

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